O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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23 novembro 2017

Sobre dominação [1]

Existe um problema com as palavras que não é regra geral problema. O problema é que as tomamos apenas por palavras, utensílios práticos e neutros com os quais nos comunicamos, uma espécie de barcos sem mistério nos quais viajamos pelos continentes dos outros, trocando as nossas coisas e as nossas ideias.

22 novembro 2017

Emmerson Mnangagwa novo Presidente do Zimbabwe

A ZANU-PF designou Emmerson Dambudzo Mnangagwa como novo Presidente do Zimbabwe, com cerimónia de formalização a realizar-se na sexta-feira, confira aqui. Lembre aqui.

Uma página de ironia no Faísca do Niassa

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Jornal na íntegra aqui. [amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].

21 novembro 2017

Sexta-feira: um convite para si

Amplie a imagem clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato.

Mugabe resignou

Finalmente Robert Mugabe resignou ao fim de 37 anos de presidência do Zimbabwe, confira aqui e aqui.

Ensino: qualidade e assiduidade [44]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior que é possível apresentar três grandes conclusões, muito primárias, sobre o tema desta série. Lembro a primeira: a qualidade do ensino no nosso país é regra geral avaliada no interior de um molde meramente técnico que evacua estudantes e professores do conjunto variado dos seus estatutos e das relações sociais nas quais vivem. Avanço agora para a segunda conclusão: uma real avaliação da qualidade do ensino no país passa por uma pesquisa de natureza estrutural e histórica com base em múltiplos factores que não deve abstrair dos estatutos e das relações sociais referidos. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

20 novembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1245 de 17/11/2017, aqui.

19 novembro 2017

Últimas sobre o Zimbabwe

Saiba das mais recentes notícias sobre a situação política no Zimbabwe lendo aqui, aquiaqui, aqui e aqui.
Adenda às 16:45: Mugabe foi destituído da ZANU-PF, o novo líder é Emmerson Mnangagwa, o próximo passo consistirá na destituição de Mugabe da presidência do país, confira aqui e aqui.
Adenda 2 às 17:11: jornal oficial zimbabweano The Herald, aqui.

Dominação

A dominação consiste na substituição da vontade de A pela vontade de B. Como Calibão diante de Próspero na Tempestade de Shakespeare, A pode protestar, mas obedece.

18 novembro 2017

Últimas sobre o Zimbabwe

Segundo o The Herald [jornal oficial zimbabweano] e o Express, milhares de pessoas nas ruas pediram a saída de Robert Mugabe, leia aqui, aqui e aqui. Foto reproduzida com a devida vénia daqui.
Adenda às 16:11: recorde neste diário aqui.
Adenda 2 às 16:18: Poder, clientelismo e violência política no Zimbabwe: a Terceira Chimurenga, um texto de Vitor Hugo Nicolau divulgado em 2002 a conferir aqui.

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1245, de 17/11/2017, disponível na íntegra aqui.

17 novembro 2017

Sempre vertical

Cada palavra politicamente determinada pelo topo de comando é, quase sempre, uma ordem. Mesmo a mais gentil, mesmo a mais neutra. Nunca uma palavra dessas é horizontal, é sempre vertical.

16 novembro 2017

Perímetro das possibilidades

Todo o exercício de dominação é feito de um conjunto de palavras que definem no outro o perímetro das possibilidades a um tempo autorizadas e vedadas.

15 novembro 2017

Sobre o que se passa no Zimbabwe

Citada pelo UOL, Sara Rich Dorman sobre o Zimbabwe: "Dada a posição de Mugabe e esta tradição, parecia improvável que alguém tentasse derrubá-lo. Daí o que estamos vendo, uma intervenção militar que aparentemente não o tirou do poder. Assim eles conseguem assumir o governo sem precisar romper de forma tão definitiva com o sistema. Eles fizeram um golpe em defesa do partido que está no poder. É um modelo distinto de golpe." Aqui.
Adenda às 17:43: confira o news24 aqui.
Adenda 2 às 17:45: também o The Herald aqui.
Adenda 3 às 17:47: The Telegraph aqui.
Adenda 4 às 17:48: recorde uma posição dos veteranos de guerra em 2016, aqui.
Adenda 5 às 08:17 de 16/11/2017: confira o Express aqui.
Adenda 6 às 08:19 de 16/11/2017: leia as últimas no jornal zimbabweano oficial, The Herald, aqui.
Adenda 7 às 11:08 de 16/11/2017: mais um prisma aqui.
Adenda 8 às 19:19 de 16/11/2017: confira no jornal oficial zimbabweano The Herald os encontros, hoje ocorridos, de Mugabe com várias personalidades, aqui.
Adenda 9 às 19:23 de 16/11/2017: segundo o euronews, Mugabe recusa abandonar o poder e afirmou que pretende cumprir o mandato. Aqui.

Ensino: qualidade e assiduidade [43]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior que é possível apresentar três grandes conclusões, muito primárias. Eis a primeira: a qualidade do ensino no nosso país é regra geral avaliada no interior de um molde meramente técnico que evacua estudantes e professores do conjunto variado dos seus estatutos e das relações sociais nas quais vivem. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

14 novembro 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon a conferir aqui.

13 novembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1244 de 10/11/2017, aqui.

12 novembro 2017

Uma página de ironia no Faísca do Niassa

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Jornal na íntegra aqui. [amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].

11 novembro 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1244, de 10/11/2017, disponível na íntegra aqui.

10 novembro 2017

Mais um livro: Crimes são fenómenos normais?

Entreguei anteontem à Escolar Editora os textos do 38.º livro da colecção Cadernos de Ciências Sociais, intitulado "Crimes são fenómenos normais?", com autoria da portuguesa Maria Sousa Galito e dos brasileiros Ricardo Henrique Arruda de Paula, Sergio Francisco Carlos Graziano Sobrinho e Clóvis Eduardo Malinverni da Silveira, pela ordem de entrada na foto abaixo.
A coleção procura dar respostas a perguntas simples sobre temas complexos da vida social, com textos combinando simplicidade e rigor de autores de vários quadrantes do imenso mundo falante de português. Nela apresento alguns dos grandes cientistas e intelectuais de ramos diversos que escrevem nessa língua no planeta, inscritos num fórum autoral que cresce dia após dia.

09 novembro 2017

Processo

Uma crise social não só revela quanto desencadeia uma problematização. Esta problematização, por efeito e contra-efeito (inquietação ou angústia), põe em marcha um processo, frequentemente mitológico, de racionalização, digamos que de domesticação do desconhecido, destinado a colmatar a brecha e a inquietação sociais surgidas com a subversão do habitual. Nesse processo sinuoso, com uma fase terminal paroxística, a busca de culpados, de bodes expiatórios, joga um papel fundamental e, não poucas vezes, trágico.

08 novembro 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [42]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Deixei muitos pontos para reflexão nos quarenta números anteriores desta série. Torna-se necessário concluir. Procurei problematizar dois fenómenos de uso corrente no nosso vocabulário e nas nossas preocupações diárias: a qualidade do ensino e a assiduidade escolar. Tenho para mim que é possível apresentar três grandes conclusões, muito primárias. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

07 novembro 2017

Tradições conformadoras

Somos o produto de tradições conformadoras que nos habitam sem que, na maior parte das vezes, saibamos da sua existência. A regra que nos atravessa em permanência é esta: obedece. Seus lictores são múltiplos. Desobedecer, ir contra a maré do conformismo, das regras oficiais, aprender a pensar de forma independente, opôr-se aos pasteurizadores do pensamento acomodante, nada disso é fácil.

06 novembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1243 de 03/11/2017, aqui.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon a conferir aqui, acompanhado de um anexo sobre financiamento chinês aqui.

05 novembro 2017

A História

A História - feita para o movimento - será sempre a dialéctica da rotina e do espasmo, do velho e do novo, da tradição e da novidade, da permanência e da ruptura.

04 novembro 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1243, de 03/11/2017, disponível na íntegra aqui.